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SKU: 9786586666663
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Descrição

Livro escrito por muitas crianças e adolescentes da Maré.

Ilustrações: Aline Abreu, André Neves, Caio Zero, Carol Fernandes, Dalton Paula, Daniel Kondo, Faw Carvalho, Graça Lima, Luciana Nabuco, Marcelo Tolentino, Marilda Castanha, Natália Gregorini, Odilon Moraes, Paty Wolff, Raquel Matsushita, Renato Cafuzo, Rodrigo Andrade, Tutano Nômade e Vitor Bellicanta

 

Lançamento: jul/25

Faita etária: de 6 a 100 anos (ou mais)

 

A ideia deste livro-manifesto nasceu durante a produção de outra obra, Eu devia estar na escola (Editora Caixote, 2024), e teve a mesma força e motivação: a escuta de tantas coisas importantes que crianças e adolescentes têm a dizer. 

Para o primeiro livro, relatos e desenhos foram costurados a fim de narrar suas percepções sobre o que acontece na região da Maré, no Rio de Janeiro, e o que eles sentem nos dias de operações policiais — que são intervenções realizadas em determinado território, em caráter extraordinário, para investigar ou coibir atos ilícitos.

Em diálogo com a Redes da Maré, instituição que atua diretamente no combate às distintas violações de direitos dos moradores das 15 favelas da região, e com a pesquisadora Adelaide Rezende, ouvimos, em 2023, 250 crianças e jovens para o Eu devia estar na escola. Mas logo no início desse trabalho de escuta e registro, ficou claro rapidamente quão importante seria trazer para o debate a complexidade do que é viver naquela região. Em nossos encontros, as conversas iam além dos tristes relatos das violências e das operações policiais, e cresceu o desejo de registrar os sonhos, as potências, os anseios e, principalmente, o que seria, para elas, inegociável para viver uma boa vida.

Como parte do processo de feitura do primeiro livro, surgiu a oportunidade de acompanhar de perto, durante alguns meses, o trabalho da equipe da Redes da Maré responsável por produzir o 2o Congresso Falando Sobre Segurança Pública com Crianças e Jovens da Maré. O “Congressinho”, como foi carinhosamente apelidado, aconteceu em 5 de dezembro de 2023, nas vésperas do Congresso Internacional de Segurança Pública da Maré — este para adultos. 

Foi a partir dos encontros preparatórios para o Congressinho, e das emocionantes reflexões das crianças e dos adolescentes acerca de seus próprios direitos, que nasceu a ideia de produzir o manifesto poético publicado neste livro: um texto coletivo que reunisse os direitos que consideram essenciais — o manifesto — e que fosse impossível ignorar — é aí que entra a poesia.

Proposta amplamente aceita pelos grupos, começamos a levar aos nossos encontros as oficinas e os registros sobre o tema que havia nos conduzido até ali, mas também a inquietante pergunta: “Para crescer e ser feliz, é preciso o quê?”.

Ouvimos cada uma das crianças e dos jovens, registramos suas colocações, trouxemos questionamentos, convidamos os participantes a priorizar e presenciamos, comovidas, ao acolhimento coletivo de cada uma das dores e preocupações trazidas às conversas.

É lindo pensar juntos em um futuro melhor, embora possa ser sofrido também relembrar o que dói. É imenso convidar cada criança e cada adolescente para falar do sonho coletivo. Isso porque, com tanta violência, muitas vezes, a possibilidade de sonhar um lugar melhor escapa. E quem são as crianças e jovens que têm garantido o direito a sonhar com o futuro? 

Por fim, o texto coletivo foi organizado a partir das falas dos participantes, honrando suas palavras. Nada disso teria sido possível sem a disponibilidade deles em compartilhar suas reflexões, assim como sem a prática que eles têm de pensar politicamente — uma habilidade que devem a educadores empenhados e a projetos sociais que atuam no território, como a Redes da Maré.

Esse texto foi submetido aos participantes; o processo de feitura deste livro foi, portanto, um exercício de escuta, de registro e, novamente, de escuta. 

Foi depois de obter a aprovação deles, que entendemos ter outro livro em mãos, o qual carregava as reivindicações manifestadas por cada criança e adolescente, tão corajosos e conscientes. Mais corajosos e conscientes, inclusive, do que muitos adultos, que não assumem para si a obrigação de proteger todas as infâncias de violações de direitos e de reconhecê-las como “prioridades absolutas”, tal qual pede a Constituição Federal. 

Foi por isso que decidimos propor um levante de pessoas adultas para se manifestarem junto às crianças e aos adolescentes, o que está simbolizado por todos e todas artistas que participaram do livro, na diversidade de contextos, idades, origens e raças. Aqui, juntos, refletimos e reivindicamos sobre o que é preciso “para crescer e ser feliz”.